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Suínos no Brasil devem alcançar 53 milhões até 2030

Crescimento será impulsionado pela demanda interna e sustentabilidade

Tiago Abech25 de abril de 2026 às 10:55
Suínos no Brasil devem alcançar 53 milhões até 2030

O Brasil deve registrar um aumento no número de suínos, alcançando 53 milhões de cabeças até 2030, de acordo com estimativas da FGV. Esse crescimento reflete uma demanda interna maior pela proteína suína, além de apontar para um futuro mais sustentável no setor.

Crescimento e demanda

A previsão representa um incremento de 10% em relação ao atual rebanho. O estudo da FGV também antecipa um crescimento de 11,2% do PIB e uma redução da inflação em 1,21%, o que causará um aumento na renda da população. Segundo Cícero Zanetti, responsável pelo estudo, essa maior renda possibilitará um consumo elevado de proteínas, especialmente suínas e de aves.

Os rebanhos de suínos continuarão concentrados no Sul do Brasil, com previsão de 28,1 milhões de cabeças nos próximos cinco anos.

A FGV também prevê crescimento em regiões menos tradicionais, como Roraima, que pode ter um aumento de 222%, alcançando 247 mil suínos, e Pernambuco, que deve dobrar seu rebanho, atingindo aproximadamente 1,7 milhão de animais. Essa diversificação regional é crucial para reduzir a dependência da produção do Sul do país.

Desafios ambientais

Embora a suinocultura tenha um impacto ambiental menor que a bovinocultura, ela ainda é responsável pela emissão de metano e outros gases poluentes, que aumentarão com a ampliação da população suína. Zanetti destaca que o setor possui uma 'janela de oportunidade' para reaproveitar essas emissões, sugerindo a possibilidade de usar metano para produção de biogás.

O suínocultor Alexandre Cerci exemplifica essa prática, reaproveitando todos os resíduos da sua produção para garantir sustentabilidade e diversificação na fazenda.

A pesquisa da FGV indica que a adoção de práticas sustentáveis deve se expandir entre os produtores, que buscam diversificar suas fontes de renda através do uso de esterco e biometano. Além do biogás, há a previsão de um aumento significativo no uso de bioinsumos, promovendo uma digestão mais eficiente e reduzindo as emissões.

Caprinos e ovinos

Por outro lado, a projeção para caprinos e ovinos é de um crescimento modesto de 8,9%. Esse aumento é limitado pelo baixo interesse de consumo por essas proteínas, com produção concentrada principalmente no Nordeste do Brasil.

Na Bahia, a produção é esperada para crescer significativamente, podendo chegar a 5,7 milhões de caprinos e 7,5 milhões de ovinos até 2030.

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