Usinas brasileiras aproveitam alta do petróleo e fixam preços de açúcar
A estratégia de hedge garante 55% do açúcar exportado a preços fixos.

As usinas sucroenergéticas do Brasil estão aproveitando a recente alta nos preços do petróleo, impulsionada pela intensificação da guerra no Oriente Médio, e conseguiram avançar na fixação dos preços de venda do açúcar para a safra 2026/27, que terá início em 1º de abril.
Durante os meses de fevereiro e março, essas usinas realizaram o hedge de 5,7 milhões de toneladas de açúcar destinadas à exportação. Até 31 de março, 55% do volume esperado para exportação estava com os preços já fixados.
✨ O preço médio do açúcar fixado está em R$ 2.217 por tonelada no Porto de Santos, baseado em uma média na bolsa de Nova York de 16,15 centavos de dólar por libra-peso.
Atualmente, os contratos do açúcar demerara em Nova York para o mês de maio estão cotados a 13,84 centavos de dólar por libra-peso. Embora tenha ocorrido um progresso significativo, a taxa de fixação ainda está aquém dos níveis alcançados em safras anteriores.
Desempenho das Fixações
Os 55% de fixação até o final de março representam um terço a menos em comparação ao percentual do mesmo período do ano anterior para a safra 2025/26.
As usinas se beneficiaram de uma janela de oportunidade, mas com as recentes negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, o preço do petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril, embora tensões recentes tenham levado o valor do petróleo a subir novamente.
Os contratos de açúcar demerara chegaram a ultrapassar a marca de 14 centavos de dólar por libra-peso em março, mas logo recuaram. Arnaldo Corrêa, sócio-diretor da Archer, indicou que o volume fixado impediu uma recuperação mais acentuada nos preços.
"A combinação da queda nos preços do açúcar com a valorização do real em relação ao dólar deverá resultar em uma redução da receita das usinas brasileiras entre 20% e 25% nesta safra
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