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agricultura
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Bicudo-preto-da-soja avança no norte da Argentina e preocupa especialistas

Inseto ameaça produção agrícola e exige medidas sanitárias imediatas

Fernanda Lima06 de maio de 2026 às 14:15
Bicudo-preto-da-soja avança no norte da Argentina e preocupa especialistas

O governo da Argentina alertou sobre a intensificação da presença do bicudo-preto-da-soja (Rhyssomatus subtilis) em regiões agrícolas do norte do país, conforme monitoramento realizado pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar.

As autoridades reafirmaram a urgência de implementar medidas sanitárias para prevenir a disseminação deste inseto, especialmente relacionadas à movimentação de máquinas agrícolas.

A evolução do bicudo-preto-da-soja está ligada predominantemente à ação humana, não seguindo os padrões naturais de dispersão.

Históricamente, a praga foi identificada pela primeira vez durante a safra 2005/2006 em Santiago del Estero. Desde então, sua propagação vem ocorrendo de forma lenta, mas constante, atingindo outras províncias como Tucumán, Catamarca e Salta.

Mais recentemente, o ciclo de expansão tem se acelerado. Entre 2022 e 2025, a praga foi detectada em novas áreas produtivas no Nordeste e no Sudeste de Santiago del Estero, além de ter sido confirmada no departamento de Almirante Brown, em Chaco.

Além disso, a presença do inseto foi confirmada na região centro-norte de Córdoba ao final da safra 2024/25 e em Santa Fé durante a safra 2025/26, levantando preocupações sobre mudanças no padrão de distribuição da praga.

Especialistas indicam que o aumento acelerado na dispersão do bicudo-preto-da-soja pode estar vinculado à movimentação de maquinários entre as áreas de cultivo, uma vez que a praga é difícil de controlar por suas características e comportamento.

Os adultos têm uma infestação mais intensa nos brotos jovens, enquanto as larvas danificam gravemente os grãos dentro das vagens e criam aberturas que permitem a entrada de água e patógenos.

Devido a esses desafios, especialistas recomendam a implementação de práticas preventivas, como rotação de culturas e rigor em medidas de higiene na movimentação de máquinas.

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O monitoramento precoce é crucial para identificar os primeiros sinais da praga, como danos visíveis nas vagens ou nos grãos, destacando a necessidade de uma rede colaborativa entre instituições públicas e o setor privado.

Eduardo Trumper, coordenador do Programa de Proteção de Plantas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, enfatizou a importância da colaboração entre pesquisadores e extensionistas para combater a proliferação do bicudo-preto-da-soja.

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