Soja Santa Rosa completa 60 anos e transforma produção no Brasil
Cultivar brasileira revolucionou a agricultura e impactou economia

A cultivar de soja Santa Rosa, lançada em 1966, representa um marco para o Brasil, conectando regiões e consolidando o país como líder na produção global de soja. Em 2026, essa variedade celebra 60 anos de impacto na agricultura e na economia nacional.
Sua introdução ocorreu durante a 1ª Feira Nacional da Soja (Fenasoja) em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Este evento é considerado um ponto de virada, já que a diversidade genética e a adaptação climática que a cultivar trouxe foram essenciais para a superação da dependência de variedades importadas dos Estados Unidos até a década de 1960.
✨ O Brasil deve produzir 179,2 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo a Conab, com a soja contribuindo significativamente para o PIB nacional.
O lançamento da Santa Rosa foi uma resposta a desafios climáticos enfrentados na época, e sua relevância será destacada na Fenasoja deste ano, com a inauguração de um monumento em sua homenagem no dia 4 de maio, às 17h, no Parque de Exposições de Santa Rosa, que é oficialmente considerada o Berço Nacional da Soja.
Desde o seu surgimento, os avanços na pesquisa e desenvolvimento de novas cultivares permitiram que a produtividade saltasse de 1.000 quilos por hectare, nos anos iniciais, para uma média atual de 4.000 quilos.
Um exemplo inspirador é a família Daltrozo, que, em resposta ao pioneirismo da cultivar, saiu de Cruz Alta nos anos 1970 e tornou-se uma das principais produtoras de soja em Primavera do Leste, no Mato Grosso. Lucas Daltrozo, neto de um dos irmãos fundadores, destaca o legado de resiliência da família, que continua a impulsionar a produção na região.
A criação da Embrapa nos anos 1970 promoveu um crescimento exponencial na pesquisa agropecuária, resultando no desenvolvimento de variedades mais adaptadas e resistentes a doenças, como o cancro-da-haste. Desde então, tecnologias modernas têm permitido o cultivo da soja em diversas regiões do país, estimulando a segunda safra e oferecendo resultados robustos.
Hoje, as cultivares contemporâneas garantem alta produtividade, estabilidade e adaptabilidade, solidificando ainda mais a posição do Brasil no mercado global de soja.
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