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agricultura
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Canaplan prevê moagem de 639 milhões de toneladas de cana em 2026/27

Fatores climáticos e econômicos impactam a nova safra

Giovani Ferreira21 de maio de 2026 às 18:15
Canaplan prevê moagem de 639 milhões de toneladas de cana em 2026/27

A consultoria Canaplan estima que a moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul para a safra 2026/27 ficará entre 631,4 milhões e 639,1 milhões de toneladas. Esta projeção foi divulgada durante a abertura da safra promovida pela Canaoeste, realizada em Sertãozinho, SP.

As previsões consideram uma produtividade média de cerca de 77 toneladas por hectare e uma produção estimada de açúcar na faixa de 40 milhões de toneladas. Contudo, a Canaplan destaca que o próximo ciclo será impactado por uma série de variáveis climáticas e econômicas.

Fatores como pressão climática, custos elevados de produção e instabilidade nos mercados globais devem influenciar a performance da safra.

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, diretor da Canaplan, reiterou que o preço dos fertilizantes, a logística internacional e os efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre o petróleo e a inflação global são preocupações que podem afetar o custo operacional das usinas, bem como a formação de preços ao longo da safra.

A consultoria também expressou suas inquietações em relação às condições climáticas adversas que podem afetar a produção. Carvalho alertou para o risco de fenômenos como florescimento prematuro e atraso no desenvolvimento das culturas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade da cana.

Embora a Canaplan não tenha fornecido números detalhados sobre precipitação ou comparações com safras anteriores, as estimativas indicam uma maior dependência do mix alcooleiro, influenciando diretamente a precificação tanto do açúcar quanto do etanol.

Segundo a Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Sertãozinho (Canaoeste), o setor inicia a safra com margens mais apertadas, com custos operacionais elevados e preços pressionados, exigindo atenção redobrada na gestão das operações.

As projeções para 2026/27 sugerem uma safra robusta no Centro-Sul, mas sujeita a variações climáticas e custos relacionados ao longo do ciclo, além da dinâmica de mercados de açúcar, etanol e energia.

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