Fenômeno pode ser um dos mais fortes da história, afetando a produção rural.

O fenômeno El Niño, atualmente ativo no Oceano Pacífico, está se preparando para uma intensificação significativa nos próximos meses, podendo se transformar em um evento histórico que influenciará tanto o clima quanto a produção agropecuária no Brasil na safra 2026/27.
Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o relatório mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) ressalta essa tendência com alta probabilidade, variando entre 90% e 95% de ocorrer um El Niño de forte magnitude, especialmente entre setembro e dezembro.
✨ O fenômeno pode igualar ou até superar a intensidade do El Niño de 2015/16, considerado um dos mais severos já registrados, com anomalias de temperatura do Pacífico chegando a 3°C.
Müller também destaca o intenso aquecimento nas águas do Pacífico Equatorial, onde anomalias significativas de temperatura, próximas a 10°C, estão sendo observadas a grandes profundidades.
Os efeitos do El Niño no Brasil variam bastante conforme a região, com o Sul enfrentando potencial de chuvas excessivas. No Rio Grande do Sul, prevê-se que as chuvas na primavera possam alcançar 600 mm, um volume que pode desencadear enchentes, especialmente em um período crítico para o plantio das culturas de verão.
No Sudeste, São Paulo deverá receber mais chuvas do que os outros estados, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo podem ter padrões de precipitação menos regulares. Em Assis, há expectativa de chuvas de 100 a 120 mm, intercaladas com períodos de calor intenso, com temperaturas máximas atingindo 35°C.
No Centro-Oeste, apesar de algumas previsões apontarem chuvas acima da média, a distribuição dessas precipitações pode ser desigual, levando a períodos de calor intenso, com temperaturas frequentemente superando 40°C em locais como Sorriso.
As regiões Norte e Nordeste enfrentam a situação mais crítica, com expectativas de chuvas abaixo da média e calor acentuado, comprometendo a produção e logística agrícola. Em Barreiras e Altamira, há previsão de escassez de chuvas ao início da temporada de plantio, o que pode impactar seriamente a atividade agrícola.
Müller enfatiza a necessidade de os produtores monitorarem não apenas a quantidade de chuvas, mas também sua distribuição e a ocorrência de ondas de calor, que podem afetar diretamente a safra de 2026/27.
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