Faep pede ação urgente ao governo após embargo da UE a produtos brasileiros
Suspensão de importações afeta carnes, mel e itens de aquicultura.

O Sistema Faep manifesta sua preocupação em relação à suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil pela União Europeia, exigindo agilidade do governo federal em fornecer informações necessárias.
A decisão da UE foi provocada pela ausência de dados enviados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que comprovem o cumprimento das normas sanitárias, especialmente no que tange ao uso de antimicrobianos na produção animal.
✨ A Faep enviou um ofício ao Ministério solicitando medidas que evitem a suspensão, que deve ocorrer a partir de 3 de setembro.
O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destaca que é inaceitável que o setor agropecuário brasileiro enfrente riscos devido à falta de rapidez nas ações do governo. Ele enfatiza a necessidade de uma resposta imediata para mitigar o impacto sobre os pecuaristas.
Meneguette também ressalta que o embargo não reflete a realidade sanitária da pecuária nacional. Ele menciona que o Paraná é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como uma área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2021, e o Brasil recebeu a mesma certificação em 2025.
Além disso, a China também reconheceu o Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação neste ano. Meneguette alerta que a manutenção do embargo da União Europeia não traz apenas consequências comerciais, mas punirá diretamente os pecuaristas que investiram para garantir a qualidade da carne brasileira.
"Se esse embargo [da União Europeia] não for revertido, o dano vai muito além dos números da balança comercial. Estamos falando de punir diretamente o pecuarista, que fez a sua parte, investiu pesado e garantiu a qualidade que hoje destaca a carne brasileira internacionalmente.
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