Faesp discute desafios para produtores de cana na safra 2026/27
Reunião analisa o impacto de políticas econômicas no setor sucroenergético

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) reuniu sua Comissão de Cana-de-Açúcar e Energia Renovável para discutir os impactos das políticas econômicas na rentabilidade dos agricultores na safra 2026/27.
O encontro, liderado por Tirso Meirelles, enfatizou a importância de manter o equilíbrio nas relações contratuais, especialmente num cenário desafiador marcado pelo aumento dos custos de produção e pela queda dos preços do açúcar e etanol.
✨ A subvenção à gasolina preocupa, pois pode prejudicar a competitividade do etanol.
Durante a reunião, foi abordada a subvenção econômica à gasolina que, apesar de minimizar os efeitos da alta do petróleo, gera tensão sobre o preço do etanol. Meirelles observou que tal medida diminui a previsibilidade no setor e desestimula investimentos em biocombustíveis.
Raphael Delloiagono, especialista de mercado, apresentou previsões para a safra 2026/27. Estima-se que a produção no Centro-Sul alcance 635,5 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. A demanda por etanol está prevista para crescer, com a produção total do biocombustível aumentando em 4,2 bilhões de litros.
Os participantes do encontro também discutiram a revisão do modelo de remuneração da cana-de-açúcar estabelecido pelo Consecana-SP, sendo este um ponto crucial para a formação de preços justos e para a redução das desigualdades informacionais no setor.
Além disso, exploraram-se as inovações tecnológicas, como o 'bisturi', capaz de aumentar a eficiência de pequenos e médios produtores. Essa técnica visa revitalizar canaviais e prolongar a vida útil das áreas, otimizando recursos.
Nelson Perez Junior, coordenador da Comissão, compartilhou resultados promissores de testes em sua propriedade e sublinhou a necessidade de mais pesquisa e difusão de tecnologias no futuro Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar e Bioenergia, previsto para Ribeirão Preto.
Ao final, foram decididos encaminhamentos para mitigar os impactos da política federal de combustíveis na competitividade do etanol e a promoção de inovações no setor canavieiro paulista.
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