Larva-alfinete preocupa produtores de trigo em 2026
Praga ataca raízes e impacta desenvolvimento das culturas

A larva-alfinete, a fase juvenil do besouro Diabrotica speciosa, conhecido como vaquinha, está alarmando os agricultores de trigo no início da safra 2026.
Essa praga se concentra nas raízes e na região do colo das plantas, um período crítico para a formação do estande. A incidência aumenta em áreas que cultivaram milho, pastagens ou outras gramíneas, especialmente sob solo úmido.
✨ As falhas de estande podem ser irreversíveis após a emergência das plantas, gerando prejuízos significativos.
Com um corpo longo, coloração clara e cabeça escurecida, a larva-alfinete é difícil de detectar no solo, particularmente em áreas com alta umidade e texturas argilosas. Seu ataque ocorre abaixo da superfície, onde as larvas se alimentam das raízes e podem afetar gravemente o desenvolvimento das plantações.
O resultado desse ataque é reduzida absorção de água e nutrientes, levando ao desenvolvimento atrasado, amarelecimento e, nos casos mais severos, à morte das plantas.
Os impactos vão além da perda de plantas, pois a desuniformidade no desenvolvimento complica o manejo de fertilização e a colheita, além de favorecer plantas daninhas, o que exerce pressão adicional por herbicidas.
Estudos indicam que perdas de estande acima de certos limites são difíceis de compensar, o que ressalta a importância da proteção das raízes nas primeiras semanas após a semeadura.
A decisão de uso de inseticidas no tratamento de sementes deve levar em conta o histórico da área, a presença de hospedeiros como gramíneas e milho, bem como as condições ambientais no momento da semeadura.
Inseticidas recomendados
Os neonicotinoides, como imidacloprido e tiametoxam, são amplamente utilizados no tratamento das sementes, assim como o fipronil, um fenilpirazol que age por contato.
A aplicação de inseticidas raramente é realizada isoladamente; geralmente é combinada com fungicidas para controle de doenças. Esta combinação exige atenção especial às dosagens e compatibilidade dos produtos.
É fundamental planejar o tratamento com meses de antecedência, selecionando sementes de alta qualidade e respeitando rigorosamente as orientações dos fabricantes.
O correto registro de cada etapa do processo é recomendado para garantir rastreabilidade e segurança.
O manejo diversificado e a rotação de culturas, além de controles de plantas daninhas, são essenciais no combate à larva-alfinete.
A utilização de Equipamentos de Proteção Individual é obrigatória durante todas as etapas do tratamento, assim como o cumprimento das orientações para descarte de embalagens.
O acompanhamento de um engenheiro agrônomo é crucial para garantir que as práticas adotadas sejam seguras e eficientes.
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