Clayton Trajano exalta condições favoráveis para cultivo

A fase final da semeadura de canola no Rio Grande do Sul avança rapidamente e deve ser concluída nos próximos dias. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e as chuvas recentes têm beneficiado a germinação das sementes e a formação adequada de plântulas em grande parte das áreas cultivadas.
Ainda que o cenário atual favoreça a semeadura, a presença de temperaturas mais baixas e a redução da radiação solar em algumas regiões têm impactado o desenvolvimento inicial das plantas e o controle de ervas daninhas. Apesar disso, a boa performance econômica das safras anteriores e o crescente interesse dos agricultores em diversificar a produção de inverno aumentam as expectativas de uma área semeada maior do que no ciclo anterior.
Na jurisdição da Emater/RS-Ascar em Bagé, em Maçambará, a semeadura está praticamente finalizada. Contudo, algumas lavouras apresentaram uma população de plantas abaixo do ideal, levando a replantios. Em outras áreas, a semeadura feita no tempo certo poderá minimizar as perdas.
Frederico Westphalen reporta que a semeadura já foi concluída, e os produtores estão focados na aplicação de fertilizantes nitrogenados e no controle de ervas daninhas. Em Ijuí, as lavouras estão em diferentes estágios de crescimento devido ao cronograma de implantação em cada município.
✨ As cotações da canola mantêm os níveis observados desde fevereiro, devido à baixa movimentação de mercado e à demanda consistente das indústrias processadoras de óleo.
Em Passo Fundo, a semeadura também foi finalizada, assim como em Tupanciretã, que semeou os 28.562 hectares planejados. Contudo, alguns replantios foram necessários em áreas com estande abaixo do esperado.
Na região de Santa Rosa, 92% da área programada já foi semeada, com lavouras atualmente nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. Os registros preocupantes no acompanhamento fitossanitário incluem ataques de larvas da espécie Lagria villosa e lagartas de solo, que causam danos radiculares.
Para mitigar as pragas, os agricultores aplicaram inseticidas antes das chuvas, garantindo melhor incorporação no solo. Em Soledade, as lavouras apresentam condições de germinação e estande consideradas satisfatórias, e o manejo químico já começou nas áreas que emergiram.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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