Aproximando-se da semeadura, cuidados essenciais são fundamentais.

O mal do pé do trigo é uma preocupação crescente para os agricultores, resultando em prejuízos significativos às lavouras. As consequências incluem doencas nas raízes e no colo da planta, com a responsabilidade recaindo principalmente sobre fungos do solo, que sobrevivem em resíduos, nas sementes e no solo.
Os fungos, como o Bipolaris sorokiniana e espécies de Fusarium, atacam as plântulas desde o início da sua germinação, causando tombamentos e necrose das raízes. Fatores como temperaturas frias e umidade excessiva aumentam a exposição das plantas a esses patógenos, tornando o manejo crítico durante os meses de agosto a outubro.
✨ O manejo eficaz do mal do pé do trigo deve começar antes da semeadura, focando no tratamento das sementes como uma das principais estratégias de proteção.
A morte de plântulas acarreta falhas nas linhas de cultivo e uma diminuição na população total de plantas. Além disso, plântulas afetadas desenvolvem um sistema radicular fraco, com consequências diretas na exploração de água e nutrientes, tornando as plantas mais suscetíveis ao estresse hídrico e a outras doenças.
A aplicação de práticas de rotação de culturas é crucial para minimizar a pressão de inóculos. O cultivo sucessivo de trigo com outras gramíneas, por exemplo, pode aumentar os riscos de infecção, evidenciando a importância de escolher culturas não hospedeiras como parte da rotação.
Ao optar pelo tratamento das sementes, é vital escolher fungicidas baseando-se em suas propriedades de controle e assegurar que o produto esteja registrado para a cultura do trigo. A aplicação deve ser feita cuidadosamente para garantir uma cobertura uniforme, evitando a formação de grumos e garantindo que cada semente receba proteção adequada.
"A eficiência do tratamento de sementes é influenciada por vários fatores, incluindo a qualidade das sementes e a técnica de aplicação utilizada – especialistas recomendam rigor na dosagem e no processo de cobertura.
As condições que favorecem o mal do pé do trigo incluem: - Solo frio e úmido - Resíduos de culturas como milho, aveia e cevada - Semeadura tardia ou replantios inadequados.
Após o tratamento, as sementes devem ser armazenadas de maneira adequada e separadas das destinadas ao consumo, para evitar contaminação e garantir a eficácia do produto no controle de patógenos.
No final, a proteção contra o mal do pé do trigo começa com uma avaliação detalhada das condições de cultivo, levando em consideração o histórico da área, a época de semeadura e a saúde das sementes – cada um desses elementos é fundamental para um manejo eficaz e visando recuperação da produção.
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