Voltar
Publicidade
Agronegócio
2 min de leitura

Milho apresenta oscilações no mercado com colheita atrasada

Disputa entre demanda interna e exportação destaca cenário misto

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 06:15
Milho apresenta oscilações no mercado com colheita atrasada

O mercado de milho possui uma dinâmica variada nesta quarta-feira, com ajustes nos contratos futuros e uma baixa liquidez em diversas regiões do Brasil. De acordo com a TF Agroeconômica, o foco dos participantes do mercado mudou para a relação entre a demanda interna e o programa de exportações, enquanto o atraso da colheita contribui para manter os preços elevados da safrinha.

Na B3, os contratos mais próximos de entrega apresentaram recuo, com destaque para setembro de 2026, que fechou a R$ 70,01, uma queda de R$ 0,28. Por outro lado, os contratos de vencimento mais distante, como janeiro de 2027, subiram, fechando a R$ 77,94, com um incremento diário de R$ 0,12 e uma alta de R$ 1,36 na semana.

Os preços do milho no Rio Grande do Sul variaram entre R$ 57,00 e R$ 65,00 por saca, com uma média de R$ 59,04, enquanto a oferta de milho é restrita devido a uma postura firme dos vendedores.

Contexto

A falta de liquidez e um clima de incerteza em torno das colheitas têm influenciado a volatilidade nos preços do milho. A indústria de bioenergia também tem desempenhado um papel importante na absorção da nova oferta.

Em Santa Catarina, a demanda e as referências de preço foram mantidas próximas a R$ 60,00, mas com negócios limitados. O Paraná, por sua vez, já colheu 38% da área cultivada de milho, com 81% das lavouras em boas condições, mantendo negociações perto de R$ 60,00, e a demanda gira em torno de R$ 55,00 CIF.

No Mato Grosso do Sul, as cotações variaram entre R$ 48,00 e R$ 50,05. A presença da indústria de bioenergia na região ajudou a equilibrar o mercado e a evitar pressões sobre os preços, enquanto a oferta limitada contribui para a manutenção dos valores.

Publicidade

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio

Publicidade