Milho no Brasil apresenta alta em futuro, mas baixa no físico
Mistura de altas nos contratos futuros e desafios nas vendas físicas

O mercado brasileiro de milho fechou a última quinta-feira com um panorama misto, destacando altas nos contratos futuros enquanto a liquidez nas principais regiões de produção permanece fraca. De acordo com a TF Agroeconômica, o crescimento nas cotações na bolsa B3 foi impulsionado por aumentos nas cotações de Chicago e melhorias nas expectativas para as exportações brasileiras.
A Anec revisou sua previsão para os embarques de junho, elevando-a para 774.020 toneladas. O bom desempenho nas vendas externas, aliado à possibilidade de reabertura de negociações com o Irã e à onda de calor na Europa que pode reduzir a produção local, contribuiu para sustentar os preços.
✨ Na B3, o contrato para julho de 2026 fechou em R$ 64,52, com alta de R$ 0,42 no dia, enquanto o setembro atingiu R$ 67,91, um aumento de R$ 0,44, e o novembro fechou em R$ 70,88, ganhando R$ 0,34.
No entanto, no mercado físico, as vendas têm sido lentas. No Rio Grande do Sul, onde a colheita já está quase completa, a média de preços subiu 0,34% na semana, atingindo R$ 59,11 por saca. Em Santa Catarina e Paraná, a diferença entre as ofertas e os pedidos continua a limitar as transações.
O Deral revisou a estimativa da segunda safra paranaense para 17,6 milhões de toneladas, com apenas 3% da área já colhida. Em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, os compradores estão cautelosos, acordando com expectativas de maior oferta. Já em Mato Grosso, a pressão da colheita em andamento tem feito os preços variar entre R$ 41,05 e R$ 45,92 por saca.
A produção estimada em Mato Grosso é de 53,35 milhões de toneladas, mas os elevados custos com insumos, combustíveis e logística levantam preocupações sobre a viabilidade econômica para os produtores na região.
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