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agricultura
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Mercado de trigo no Sul enfrenta lentidão e preços variados

Negócios escassos e compradores seletivos marcam o setor

Gabriel Azevedo12 de junho de 2026 às 08:40
Mercado de trigo no Sul enfrenta lentidão e preços variados

O setor de trigo no Sul do Brasil vive um momento de paralisia, com a comercialização reduzida e consumidores seletivos, em resposta aos altos custos e à procura fluctuante por farinhas.

Cenário no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, os preços do trigo tiveram um leve aumento, mas sem alterações significativas nesta semana. O trigo argentino, com preço de US$ 300,00 por tonelada em Canoas, influenciou as referências locais, que variaram entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada FOB, dependendo da data de embarque.

Os valores foram de R$ 1.350,00 FOB para junho/julho até R$ 1.400,00 em agosto cheio.

No mercado CIF, o trigo de boa qualidade foi precificado entre R$ 1.480,00 e R$ 1.500,00, enquanto as ofertas de menor qualidade oscilaram entre R$ 1.400,00 e R$ 1.420,00. A quantidade disponível é estimada em cerca de 190 mil toneladas, um volume que não é suficiente para abastecer o mercado até a próxima safra, prevista para novembro.

Situação em Santa Catarina e Paraná

Em Santa Catarina, o mercado se manteve estável, com transações pontuais. O frete permanece como o principal fator que altera os preços finais. Os valores do trigo catarinense chegaram entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 FOB, enquanto as ofertas do Paraná caíram para R$ 1.320,00 a R$ 1.350,00 no Sudoeste.

No Paraná, o cenário segue lento, influenciado pelos estoques e pela importação de farinha. Os moinhos têm estoques adequados, e as compras estão concentradas principalmente em setembro e na nova safra. O trigo branqueador é vendido próximo de R$ 1.450,00 FOB, enquanto a safra nova apresenta preços entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 FOB.

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