Sindan propõe alternativas para atender exigências do bloco europeu

A implementação das novas exigências da União Europeia para produtos de origem animal, prevista para 3 de setembro de 2026, tem gerado incertezas entre os produtores no Brasil. A principal preocupação reside nas dúvidas sobre a viabilidade dos produtos utilizados atualmente nas propriedades que atendem o mercado europeu.
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) manifestou sua posição a favor da manutenção do uso de antimicrobianos veterinários que já são reconhecidos. A entidade sugere que as normas europeias sejam atendidas através de mecanismos que garantam segregação nas cadeias produtivas, rastreabilidade e controles auditáveis.
✨ O Sindan argumenta que a implementação das pautas da UE não deve resultar em restrições amplas ao uso de produtos ainda validados e autorizados por outros mercados.
De acordo com Emilio Salani, vice-presidente executivo do Sindan, as exportações brasileiras são essenciais e a conformidade com as exigências europeias deve se basear em fundamentos técnicos e científicos. Ele defende que não haja restrições que comprometam a competitividade do setor e a oferta de proteína segura e de qualidade.
Além das campanhas institucionais, o sindicato está realizando parcerias para capacitar veterinários e outros profissionais afetados pelas novas normas, buscando harmonizar entendimentos e mitigar incertezas. O foco é assegurar que as propriedades exportadoras estejam cientes sobre quais produtos continuam a ser permitidos sob as novas regras.
As novas regras da UE visam garantir padrões de segurança alimentar mais rigorosos, impactando diretamente as práticas agrícolas em países exportadores, como o Brasil.
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