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agricultura
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Produtores enfrentam preocupações com podridão branca do milho

Impactos econômicos e estratégias de manejo na agricultura

Tiago Abech29 de maio de 2026 às 16:40
Produtores enfrentam preocupações com podridão branca do milho

A podridão branca da espiga do milho gera novos desafios para os agricultores entre abril e setembro, período crítico de colheita e planejamento agrícola. A presença da doença está aumentando nas regiões de safra e safrinha, impactando as colheitas da segunda safra.

Causada por fungos do gênero Fusarium, como o Fusarium verticillioides e o Fusarium graminearum, a doença causa danos significativos aos grãos, levando à diminuição da qualidade comercial e aumentando o risco de contaminação por micotoxinas, que podem prejudicar o uso do milho na alimentação animal.

Os sintomas incluem micélio esbranquiçado, grãos chochos e perda de qualidade comercial.

Fatores de risco e impactos econômicos

As infecções são mais severas em condições de alta umidade durante o florescimento e o enchimento dos grãos e são frequentemente associadas a ferimentos provocados por pragas, além de restos culturais mal manejados e sementes contaminadas. O impacto econômico varia, dependendo da intensidade da infecção e do estágio da cultura.

  • 1Infecções precoces resultam em maiores perdas de peso e produtividade.
  • 2Infecções tardias afetam principalmente a qualidade e a classificação comercial.
  • 3O destino da produção, como para ração ou leite, aumenta a preocupação com micotoxinas.

Embora a presença da doença seja alarmante, investimentos em controle devem ser cuidadosamente avaliados. É fundamental considerar o percentual de espigas afetadas, a distribuição da doença e os custos das medidas de manejo para decisão sobre controle.

Estratégias de manejo eficazes

Em áreas com histórico da doença, como os que apresentam clima úmido e híbridos suscetíveis, a adoção de medidas preventivas como uso de híbridos tolerantes, rotação de culturas e controle de insetos é recomendada. A aplicação de fungicidas deve ser feita em momentos estratégicos, embora os resultados possam ser limitados se a aplicação não ocorrer no momento ideal.

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A eficiência é dependente do momento de aplicação, clima, tecnologia e suscetibilidade do híbrido.

Nos casos de baixa incidência e lavouras próximas à colheita, o foco deve ser a antecipação da colheita, regulagem da colhedora e armazenamento adequado para evitar agravos.

Pontos para considerar

A podridão branca deve ser integrada ao manejo da lavoura, considerando fatores como equilíbrio nutricional e controle de pragas. Consultas a engenheiros agrônomos são essenciais para decisões sobre uso de químicos.

Em resumo, medidas eficazes contra a podridão branca compensam economicamente em cenários de alto risco de perda, alta potencial produtiva e com controles disponíveis na hora certa.

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