Queixadas ameaçam lavouras e produtores investem em cercamento
Medidas de proteção são adotadas para reduzir danos e preservar a fauna.

Os agricultores estão intensificando as medidas de proteção de suas lavouras devido à presença frequente de queixadas nas áreas agrícolas, uma situação que não apenas afeta as colheitas, mas também levanta questões sobre a preservação da fauna nativa.
Os queixadas, identificáveis pela faixa branca no queixo, são conhecidos por acessar plantações em busca de alimento, gerando danos consideráveis a diferentes tipos de cultivos. Para ajudar a lidar com essa situação, a Belgo Arames recomenda o cercamento adequado das áreas como uma estratégia eficaz.
✨ O queixada (Tayassu pecari) pode atingir cerca de um metro de comprimento e pesar até 30 quilos, vivendo em bandos em diversos biomas brasileiros.
Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames, esclarece que a dieta variada dos queixadas, que inclui frutos, sementes, raízes e folhas, é o que os leva a se aproximar das lavouras. 'Quando acessam áreas de cultivo, prejuízos podem ocorrer não apenas pelo consumo direto das plantas, mas também pelo pisoteio nas lavouras', explica.
Além do impacto no consumo, o comportamento social dos queixadas pode amplificar os danos nas propriedades agrícolas. Como eles tendem a habitar áreas próximas a fragmentos de vegetação nativa, é comum que voltem a visitar locais onde encontraram alimento anteriormente, tornando as medidas preventivas ainda mais cruciais.
Nolasco enfatiza a importância do cercamento como uma ferramenta indispensável para evitar a entrada dos queixadas nas áreas produtivas. 'Cercar as lavouras não apenas protege a produção, mas também ajuda a preservar as espécies silvestres, evitando conflitos com a atividade agropecuária', afirma.
Essa prática é especialmente relevante em regiões onde a presença do queixada é mais frequente, incluindo o Cerrado, Pantanal, Amazônia e áreas da Mata Atlântica, principalmente em propriedades próximas a vegetação nativa.
A Belgo Arames, em sua contribuição para essa adaptação, lançou a tela Belgo Javaporco, projetada especificamente para evitar a entrada de espécies silvestres como queixadas, catetos e capivaras. Com 11 fios, uma altura de 1,20 metros e galvanização pesada, esse produto é uma opção durável que minimiza os danos e ajuda a manter a convivência saudável entre a agropecuária e a fauna local.
Com mais de 50 anos de atuação, a Belgo Arames é uma das líderes na transformação de arames de aço no Brasil, sendo fruto da parceria entre ArcelorMittal e Bekaert. A companhia opera em diversos setores, incluindo agronegócio, cercamentos e construção civil, com unidades espalhadas pelo país e sede em Contagem (MG).
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