Seguro rural se torna essencial para produtores na Agrishow 2026
Solução de proteção contra mudanças climáticas e financeiras

Na Agrishow 2026, a gestão de riscos se firmou como prioridade para os produtores rurais, refletindo a crescente instabilidade climática e mudanças nas políticas de apoio do governo.
O seguro rural deixou de ser uma alternativa e se tornou parte integral do planejamento estratégico no agronegócio, como observado na movimentação da feira em Ribeirão Preto (SP). Os agricultores estão focados em garantir suas colheitas assim como em aumentar a produtividade.
✨ O seguro rural é visto como um complemento essencial ao crédito, ajudando a proteger a produção contra imprevistos.
Devanir Brisola, gerente de desenvolvimento de negócios do Sicredi, observa que a restrição ao acesso a programas de gerenciamento de risco, como o Proagro, está levando os agricultores a buscarem novas alternativas.
"Estamos saindo de ciclos com frustrações no campo, com anos marcados por secas prolongadas e também por excesso de chuvas, que geraram grandes prejuízos para os produtores de milho e soja
A atual realidade tem moldado a maneira como os produtores tomam decisões, fazendo-os mais cautelosos e atentos à proteção das suas lavouras.
Enquanto o crédito é destinado a impulsionar a produtividade, o seguro rural atua como salvaguarda. Brisola explica que, se um agricultor enfrentou um evento climático adverso e não consegue colher, a dívida permanece. O seguro permite que ele cumpra com suas obrigações financeiras e mantenha suas operações.
Os eventos climáticos permanecem como o principal risco fora do controle do produtor. Muitas vezes, o que não se pode prever necessita de medidas preventivas.
✨ Agricultores que já passaram por perdas reconhecem o valor do seguro, como evidenciado pela experiência de Claudemir Pereira, produtor de café em Poço Fundo (MG).
"Naquele momento, a gente não conseguiria realizar o pagamento. O seguro foi uma grande ajuda
O impacto financeiro do seguro chegou a R$ 100 mil, podendo atingir R$ 150 mil com custos totais, mudando a forma de investimento do produtor. Ele destaca a necessidade de segurança na colheita ao planejar investimentos.
Diante da crescente instabilidade, a demanda por proteção deve crescer. Pereira menciona que estão explorando outras opções de seguros, mesmo para viveiros, reconhecendo o desafio que isso apresenta.
Para ele, garantir a continuidade das operações se tornou tão importante quanto a produção em si, refletindo a nova realidade do setor rural.
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