Medida busca reduzir a dependência do Brasil em importações de adubos

O Senado aprovou, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei 699/2023, que estabelece o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). O foco da proposta é aumentar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência de importações, colocando em risco a segurança do agronegócio.
O Profert traz diversas iniciativas, como a exigência de uma mistura obrigatória de fertilizantes nacionais em todos os adubos comercializados no Brasil. O percentual de mistura deverá ser definido pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), com um índice que vai variar entre 2% e 10% até julho de 2027, aumentando para até 30% até 2038.
Essa mudança visa tornar a indústria brasileira mais competitiva, já que atualmente o país importa mais de 80% dos fertilizantes que consome, com dependências alarmantes como 97,8% para os potássicos e 89% para os nitrogenados.
✨ A proposta também permite a criação de linhas de financiamento para apoiar a indústria de fertilizantes, reguladas pelo Conselho Monetário Nacional.
A relatora da proposta, senadora Tereza Cristina (PP-MS), enfatizou que a atual dependência das importações coloca o agronegócio brasileiro em uma posição vulnerável diante de flutuações de mercado e crises geopolíticas que afetam a produção. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil representa 8% do consumo mundial de fertilizantes.
"Essa dependência deixa o agronegócio mais exposto às oscilações dos mercados internacionais e tensões geopolíticas
Com a aprovação desta lei, o Profert avança para a fase final antes de se tornar uma nova legislação, que promete impulsionar a indústria nacional de fertilizantes e fortalecer a segurança alimentar do Brasil.
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