Proposta visa mitigar impactos de taxação sobre o mercado internacional

O Ministério da Fazenda se posicionou a favor da redução da alíquota de exportação de petróleo bruto para 6%, em resposta à ineficácia da Medida Provisória 1340. A proposta tem como objetivo oferecer maior previsibilidade ao mercado após a alíquota anterior de 12%.
A nota informativa foi assinada por Régis Dudena, secretário de Reformas Econômicas, e Gustavo Henrique Ferreira, subsecretário de Acompanhamento Econômico e Regulação. Segundo o documento, a nova alíquota deve ser mantida por até 60 dias, com uma revisão provável em 30 dias.
"A manutenção do imposto deve ser considerada como uma questão regulatória, não apenas arrecadatória
✨ A proposta do Ministério contrasta com a decisão do Gecex de manter a alíquota em 12% devido à instabilidade no Oriente Médio.
As receitas geradas por essa taxa servem para subsidiar combustíveis no mercado interno. O governo alega que o imposto visa regular o mercado, um entendimento contestado pelas petroleiras.
Francisco Bulhões, presidente do Instituto Brasileiro de Ambiente Regulatório e Liberdade (Barla), questiona a fundamentação regulatória da taxação, evidenciando que ela pode prejudicar a competitividade do Brasil em um mercado global em evolução.
De acordo com técnicos do Ministério da Fazenda, a trajetória gradual de redução da alíquota é vista como benéfica, ajudando a evitar a volatilidade no setor e favorecendo a formação de preços justos.
Com a crescente competição de países como Guiana e Suriname na exploração de petróleo, além do retorno da Venezuela ao cenário após mudanças políticas, a necessidade de uma abordagem estável se torna ainda mais imperiosa.
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Jornalista especializado em Economia

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