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agricultura
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União Europeia não retoma importação de carne bovina brasileira em 2026

Expectativa de espera de dois anos foi confirmada por pecuarista

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 18:05
União Europeia não retoma importação de carne bovina brasileira em 2026

A União Europeia determinou que não irá retomar as compras de carne bovina brasileira antes de dois anos, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (3) pelo g1. André Bartocci, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina, destacou que essa posição foi definida em uma reunião com representantes do Ministério da Agricultura.

Prazo Relacionado ao Ciclo Produtivo

Bartocci mencionou que o prazo de aproximadamente dois anos está atrelado ao ciclo produtivo dos bovinos, o que implica um período necessário para garantir que os animais atendam às exigências do bloco europeu. Segundo ele, se novos protocolos referentes ao uso de antimicrobianos forem implementados imediatamente, levará cerca de 24 meses para que o rebanho esteja apto.

A suspensão das importações de carne bovina entra em vigor em setembro de 2026.

A decisão da União Europeia para suspender as importações de produtos de origem animal do Brasil está prestes a ser implementada, sendo válida a partir de 3 de setembro de 2026. Essa medida impacta particularmente a carne bovina, carne de frango e o mel, os principais produtos exportados ao bloco. O veto foi anunciado em maio, quando o Brasil foi retirado da lista de países autorizados para exportar tais produtos.

Contexto da Suspensão

As autoridades europeias não identificaram problemas na qualidade da carne brasileira, mas afirmam que o Brasil ainda precisa fornecer garantias adequadas de controle sobre o uso de antimicrobianos, conforme as normas exigidas pela legislação da UE.

Em resposta a essa situação, o governo brasileiro está considerando levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC). O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou a possibilidade, destacando que o Brasil poderá utilizar mecanismos da OMC se as discussões bilaterais não avançarem antes da entrada em vigor do veto.

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