Estimativa representa recorde, apesar da redução na projeção de exportação.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou sua projeção de processamento de soja no Brasil para 2026 de 63,3 milhões para 63,5 milhões de toneladas. Essa revisão representa um aumento de 0,3% em relação à estimativa divulgada em 14 de agosto. Se essa marca for confirmada, será o recorde de esmagamento da oleaginosa no país.
Em contrapartida, a Abiove reduziu a previsão de exportação de soja em grão para 115 milhões de toneladas, uma queda de 0,3% em comparação ao número anterior de 115,4 milhões. A produção nacional permanecerá em 180,464 milhões de toneladas, conforme o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
✨ Aumento no processamento pode indicar uma alta de 8,2% em relação aos 58,698 milhões de toneladas de 2025.
A importação de soja continua em 900 mil toneladas, enquanto o uso de sementes e outros fins se mantém em 3 milhões de toneladas. A Abiove também revisou sua projeção de estoque final de soja para 6,679 milhões de toneladas, um aumento de 3,1%.
Entre os derivados, a produção de farelo de soja aumentou para 48,9 milhões de toneladas, com as exportações constantes em 25,3 milhões. Já a produção de óleo de soja subiu para 12,8 milhões de toneladas, e as exportações ficaram em 1,8 milhão de toneladas.
Os dados mensais mostraram um aumento no ritmo de processamento. Em julho, foram processadas 5,13 milhões de toneladas de soja, representando um crescimento de 1,9% em relação a junho e de 7,4% comparado a julho de 2025.
Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, indicou que essa alta contínua nos processamentos sublinha a eficiência do setor industrial brasileiro em atender a demanda tanto interna quanto externa.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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