Mercado internacional reage a fatores de oferta e demanda

O farelo de soja voltou a se destacar no mercado internacional, nesta quinta-feira, 17 de setembro, atingindo a maior cotação em dois anos e meio. Consoante análise da Grão Direto, o contrato com vencimento em dezembro subiu US$ 7,20 durante a madrugada, enquanto a soja para novembro se manteve acima de US$ 13 por bushel.
Esse movimento ocorreu após uma sessão de maior estabilidade para a soja na bolsa de Chicago. Apesar de ter atingido os máximos no dia anterior, a oleaginosa perdeu força e encerrou quase estável, enquanto o farelo continuou a sua trajetória de alta.
✨ A análise da Grão Direto relaciona o aumento da cotação do farelo ao esmagamento abaixo do esperado nos Estados Unidos e à firme demanda para exportação.
Os atrasos na colheita em Iowa também contribuíram para a redução da disponibilidade do produto para as esmagadoras americanas no curto prazo. Outro fator relevante foi a recente decisão do Federal Reserve, que elevou os juros na quarta-feira, marcando a primeira alta em três anos. Após essa decisão, o dólar apresentou leve queda, com o presidente do Fed, Kevin Warsh, reiterando o compromisso da instituição com a desinflação.
No Brasil, o mercado físico viveu um ritmo de negócios mais lento, conforme indicado pela Grão Direto. Em Sapezal, no noroeste de Mato Grosso, a soja teve fechamento a R$ 135,98 por saca FOB nesta quarta-feira. Desde 26 de agosto, a valorização acumulada foi de R$ 6,21 por saca, embora a diferença em relação ao porto de Paranaguá permaneça em cerca de R$ 29 por saca.
Enquanto Sapezal fechou em R$ 135,98, a soja disponível em Paranaguá estava acima de R$ 165 por saca, evidenciando a influência dos custos logísticos da região mato-grossense no escoamento até os portos do Sul.
A Grão Direto também se debruça sobre os desdobramentos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia. O boletim informou que a Ucrânia utilizou drones para atacar a refinaria de Yaroslavl, enquanto a Rússia atingiu infraestruturas ucranianas, incluindo o porto de Izmail no Mar Negro. Essas tensões mantêm o petróleo acima de US$ 100 por barril, apoiando o óleo de soja e as margens do biodiesel.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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