Acordo UE-Mercosul transforma acesso para agronegócio brasileiro
Novo acordo abre oportunidades ao setor, mas desafios persistem

O recente acordo entre a União Europeia e o Mercosul oferece novas condições para o agronegócio brasileiro, embora não altere imediatamente as exportações existentes.
Fabio Sgarbi, estrategista no setor, destaca que o Brasil já desempenha um papel significativo no mercado europeu, registrando exportações agrícolas de aproximadamente US$ 21,8 bilhões em 2025, o que representa quase 44% das vendas totais ao bloco.
Composição das Exportações Brasileiras
As exportações brasileiras estão atualmente focadas em café, soja, carnes bovina e de aves, além de açúcar e etanol. Em segmentos como soja e café verde, as tarifas já foram eliminadas, reduzindo o impacto do novo acordo sobre os volumes exportados.
✨ Desafios regulatórios ainda limitam a expansão de produtos brasileiros, especialmente no que se refere a organismos geneticamente modificados.
Embora os efeitos mais imediatos do acordo sejam limitados, há uma expectativa positiva para produtos processados e de maior valor agregado, como o café instantâneo e torrado, cujas tarifas deverão ser eliminadas.
Quanto às proteínas animais, o acesso europeu ocorrerá por meio de quotas, com previsões de crescimento modesto nas exportações de carne bovina e um avanço mais acentuado na avicultura.
Primeiros Resultados e Expectativas Futuras
Os primeiros fluxos comerciais estimados em US$ 700 milhões mostram um início promissor para óleos vegetais e produtos processados, mas os impactos no curto prazo devem ser discretos.
No médio prazo, espera-se um aumento na exportação de produtos de maior valor agregado e uma maior competitividade entre os exportadores, enquanto no longo prazo, a capacidade de capturar valor em um ambiente regulatório desafiador será essencial.
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