André de Paula celebra avanços do Plano Safra 2026/27
Ministro destaca apoio do governo ao setor agropecuário

O ministro da Agricultura, André de Paula, declarou nesta terça-feira, durante o lançamento do Plano Safra 2026/27, que os avanços financeiros alcançados são um motivo para comemorar. Ele enfatizou que o governo federal está empenhado em apoiar o setor agropecuário em um contexto desafiador, com a redução das taxas de juros.
"Testemunhei os avanços que me fazem comemorar os resultados. O Brasil enfrenta um momento de grande desafio, especialmente no agro. Entretanto, vemos o Estado ao lado do produtor, o que nos faz acreditar que conseguiremos superar os obstáculos", afirmou o ministro.
✨ O Plano Safra contará com R$ 525,1 bilhões, refletindo uma queda de 7% nos valores para custeio e uma alta de 38% nos investimentos.
André de Paula também revelou que as negociações sobre o endividamento dos produtores rurais estão em andamento. Ele tinha a expectativa de que uma proposta fosse apresentada ainda nesta terça-feira, destacando que essas discussões continuarão na busca de uma solução.
As taxas de juros do novo plano estão estabelecidas entre 8% e 12,5%, apresentando cortes de até 1,5 ponto percentual em algumas linhas de crédito. Embora as taxas de mercado ainda dominem, houve um aumento na participação dos recursos controlados, que passaram de 37% para cerca de 41% do total dos recursos anunciados.
O secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, defendeu que as taxas de juros oferecidas são as mais vantajosas disponíveis no mercado, embora o ministério tenha buscado condições ainda melhores. Ele adiantou que há uma intensa disputa pelos recursos destinados ao custeio do Pronamp, que têm juros de 9% ao ano.
Contexto
O atual cenário do agronegócio é desafiador devido ao aumento dos custos de insumos e à margem de lucro reduzida, o que motiva o governo a buscar soluções para apoiar os produtores rurais.
Embora a portaria que regulará a equalização das taxas de juros ainda não tenha sido publicada, o ministro garantiu orçamento suficiente para iniciar as contratações sem a necessidade de suplementação.
Em relação ao seguro rural, o secretário anunciou que as discussões sobre esse tema permanecerão em pauta, abordadas pelo comitê de crise criado pela Casa Civil para tratar dos impactos do fenômeno El Niño na economia do país.
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