Estimativa de soja cresce e milho tem leve alta nas exportações para o mês.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) aumentou sua estimativa para as exportações de soja do Brasil em setembro, passando de 7,74 milhões para 8,32 milhões de toneladas. Se confirmada, essa quantidade representa um crescimento de 19,3% em relação às 6,97 milhões de toneladas exportadas em setembro de 2025.
No entanto, em comparação com agosto, a nova projeção indica uma queda de 13,3%. Para o milho, a Anec ajustou sua previsão para 5,74 milhões de toneladas, ante 5,20 milhões expressas na semana anterior. Apesar de ser um aumento, esse volume ainda é 17,8% inferior às 6,98 milhões de toneladas exportadas em setembro do ano passado, embora represente um aumento de 14,0% em relação a agosto.
✨ Até setembro, as exportações acumuladas de soja totalizam 102,61 milhões de toneladas, representando uma alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Para o farelo de soja, a projeção de setembro foi reduzida para 2,24 milhões de toneladas, queda em relação às 2,64 milhões anteriormente estimadas, mas ainda representando um aumento de 14,2% em relação a setembro do ano passado. O total registrado para o ano soma 19,62 milhões de toneladas, avançando 12,7%.
A previsão de exportação de sorgo foi revista para 1,02 milhão de toneladas, enquanto os embarques de DDGS estão programados em 74,8 mil toneladas, uma diminuição de 36,6% na comparação anual. O total, considerando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, soma 17,39 milhões de toneladas, com um crescimento de 8,4% em relação a setembro de 2025.
Na semana de 13 a 19 de setembro, o line-up prevê embarques de 2,23 milhões de toneladas de soja, 1,76 milhão de toneladas de milho e 585,8 mil toneladas de farelo de soja. Dentre os portos, Rio Grande é o principal ponto de embarque de soja, com 607,6 mil toneladas, enquanto Santos lidera em milho e farelo, com 495,0 mil toneladas e 296,3 mil toneladas, respectivamente.
A China continua sendo o principal destino para a soja brasileira, absorvendo cerca de 70% do total exportado entre janeiro e agosto. A Anec ressalta que essas estimativas podem variar conforme as condições operacionais dos portos e fatores logísticos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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