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Agronegócio
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Argentina reduz impostos sobre grãos e impacta preços no Brasil

Mudanças fiscais vão pressionar os preços da soja em 2027

Ricardo Alves23 de maio de 2026 às 06:55
Argentina reduz impostos sobre grãos e impacta preços no Brasil

A Argentina irá reduzir gradualmente os impostos sobre a exportação de grãos, afetando diretamente os preços da soja no Brasil a partir de 2027. A diminuição das taxas, que atualmente estão em 24%, pode gerar uma pressão significativa sobre os valores da oleaginosa nacional.

A nova política fiscal será implementada em janeiro, com reduções entre 0,25% e 0,50% mensais, conforme a arrecadação obtida com a venda da soja. Segundo Ariel Nunes, especialista da Gran Center Commodities, essa alteração nas retenciones representa um desafio adicional para os preços da soja brasileira, especialmente com a expectativa de uma nova safra robusta.

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As retenciones são mais um ponto de pressão para os preços no ano que vem, devido à previsão de mais uma grande safra para o Brasil. Mesmo que não seja um grande exportador de soja em grão, a Argentina pode ‘tirar’ 4 milhões de toneladas do Brasil que iriam para a exportação.

Argentina também cortou impostos do trigo, mas isso não deve afetar o comércio com o Brasil.

Além da soja, a Argentina diminuiu os impostos sobre a exportação de trigo de 7,5% para 5,5%, medida que começará a valer a partir de junho deste ano. Contudo, essa alteração não deverá impactar o comércio com o Brasil, o maior importador do trigo argentino, que deverá adquirir 6,6 milhões de toneladas em 2026.

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No momento o Brasil é o único cliente da Argentina nas compras de trigo e a Argentina é o único fornecedor do Brasil, então não vejo mudança significativa no curto prazo com a redução das retenciones.

Relatos recentes indicam que o Brasil pode alcançar um volume recorde de importação de trigo, com previsões de até 8,2 milhões de toneladas este ano.

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