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Agronegócio
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Alta da soja no Brasil impulsionada por demanda chinesa

Cotações atingem recorde em meio à entressafra

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 09:00
Alta da soja no Brasil impulsionada por demanda chinesa

Na última segunda-feira (20), o valor da saca de 60 quilos de soja atingiu R$ 142,65 no Porto de Paranaguá, Paraná, marcando o pico de preços do ano. Esse aumento é resultado da combinação de uma forte demanda externa, especialmente da China, e da valorização global dos grãos.

O preço apresentou um ajuste positivo de 1,16% em relação ao dia anterior e acumulou alta de 6,79% ao longo de julho. O incremento nos preços é sustentado por dois fatores principais: a subida das cotações do petróleo e a voracidade da China por soja brasileira.

Fatores Internacional e Demanda Chinesa

Os contratos da soja na Bolsa de Chicago também demonstraram valorização, com aumentos de 1,78% e 1,93% nos contratos de agosto e novembro, respectivamente. A demanda chinesa, de acordo com a Administração Geral das Alfândegas da China, mostrou que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja brasileira em junho, um aumento de 13,7% frente ao mesmo mês do ano anterior.

As importações da China de soja dos EUA caíram 20% em junho devido à guerra comercial.

Em comparação, o volume de soja dos Estados Unidos importado pela China foi de apenas 1,27 milhão de toneladas, uma diminuição em relação a 1,6 milhão no ano passado. Durante o primeiro semestre de 2026, as compras de soja dos EUA caíram 42,4%, enquanto as do Brasil aumentaram 9,1%.

De acordo com a consultoria Biond Agro, as compras da China podem ser alteradas no segundo semestre com a colheita da nova safra nos Estados Unidos.

Contexto do Mercado da Soja

O mercado internacional de soja é fortemente influenciado por variáveis climáticas e a demanda por biocombustíveis, gerando volatilidade nos preços.

As previsões meteorológicas recentes indicam um retorno das chuvas em algumas áreas agrícolas dos EUA, o que ameniza as preocupações com a seca. Contudo, temperaturas elevadas e a distribuição irregular das chuvas mantêm os agentes de mercado em alerta.

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