Pesquisa realizada pela Epamig explora resistência de cultivares de café ao fungo Hemileia vastatrix.

O artigo intitulado "Avaliação de genótipos de cafeeiro quanto à resistência à ferrugem no Brasil", liderado pela pesquisadora Juliana Costa da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foi destacado entre os dez artigos mais acessados de 2025 na revista científica Tropical Plant Pathology.
O estudo analisou a resistência de 25 cultivares comerciais de café e quatro progênies à ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix. As progênies resultaram de cruzamentos entre variedades de plantas. A pesquisa foi realizada em colaboração com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e o Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC) da Universidade de Lisboa, Portugal.
A ferrugem do cafeeiro é uma das doenças mais severas que afetam a cafeicultura, provocando desfolha intensa e comprometendo a produção. O uso de cultivares resistentes é uma estratégia crucial para o manejo da doença, reduzindo a necessidade de controles químicos.
""Os experimentos foram conduzidos em uma casa de vegetação na UFLA. Mudas foram submetidas a uma aplicação de esporos do fungo coletados em cafeeiros do Sul de Minas Gerais, permitindo assim uma comparação entre os genótipos sob condições controladas", explicou Juliana Costa.
Dos 29 genótipos testados, 21, que representam cerca de 72%, não mostraram sintomas, sendo classificados como altamente resistentes nas condições do experimento. Dentre essas variedades, destacam-se as desenvolvidas pela parceria Epamig, UFV e UFLA, incluindo MGS Ametista, MGS Aranãs, MGS Paraíso 2, MGS Catucaí Pioneira e MGS Turmalina.
✨ Os resultados obtidos são essenciais para programas de melhoramento genético, contribuindo para a identificação de fontes de resistência e o planejamento de cruzamentos.
O resumo e as informações sobre o artigo completo podem ser acessados, dependendo das condições de acesso da editora ou da assinatura institucional do leitor. O trabalho conta com a coautoria de outros pesquisadores e foi apoiado por instituições como Fapemig e CNPq.
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