A enzima ASD promete revolucionar o aproveitamento do bagaço e acelerar a produção de etanol de segunda geração.

O Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Lafieco) da Universidade de São Paulo (USP) descobriu a enzima ASD (α-L-arabinofuranosidase) na raiz da cana-de-açúcar, que apresenta potencial para aumentar o rendimento ao quebrar bagaço e facilitar a produção de etanol.
Pesquisas recentes indicam que a aplicação da enzima em laboratório pode aumentar em até seis vezes a liberação de açúcar dos resíduos da cana, o que é um avanço significativo para a produção de etanol de segunda geração.
✨ Essa descoberta vem de 17 anos de pesquisa no Lafieco, que mapeou o desenvolvimento de aerênquimas nas raízes da planta, levando à identificação da ASD.
Marcos Silveira Buckeridge, coordenador do Lafieco, explica que esta é a primeira vez que uma molécula de origem vegetal é identificada com a capacidade de atuar como um coquetel enzimático, o que pode redefinir a eficiência na conversão de bagaço em etanol.
A equipe responsável pela investigação deseja, no futuro, desenvolver um coquetel enzimático 100% vegetal, aumentando ainda mais o potencial de produção de etanol a partir dos resíduos da cana.
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