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Agronegócio
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Audiência pública melhora debate sobre tarifas do agronegócio

Representantes do Brasil destacam atmosfera mais produtiva na discussão.

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 17:00
Audiência pública melhora debate sobre tarifas do agronegócio

Representantes do agronegócio brasileiro avaliaram a audiência pública realizada no dia 6 de dezembro pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) como mais técnica e produtiva em comparação ao evento do ano passado. Essa melhora foi atribuída ao preparo das equipes de ambos os países e à colaboração entre entidades brasileiras e norte-americanas na defesa das tarifas propostas.

Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirmou que as discussões foram concentradas em temas técnicos, refletindo tanto o domínio do assunto por parte dos participantes quanto um genuíno interesse em compreender o processo envolvido.

O painel sobre café contou com a presença do Cecafé, da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e da National Coffee Association (NCA) dos EUA.

As entidades aproveitaram a oportunidade para argumentar a favor da manutenção da isenção tarifária para o café verde e torrado, além de sugerir a inclusão do café solúvel na lista de produtos isentos. O foco principal dos especialistas americanos estava em entender o papel do café solúvel na indústria de bebidas dos EUA, particularmente em relação a produtos prontos para consumo e cafés gelados.

Foram levantadas preocupações sobre como uma tarifa poderia afetar os custos da indústria e dos consumidores. Segundo a Abics, a sincronização das apresentações brasileiras com a defesa da associação norte-americana resultou em um discurso coeso e impactante, que abordou os impactos econômicos da tarifa proposta.

Contexto

A audiência pública serve como um canal para que representantes de diferentes setores expressem suas preocupações e defendam seus interesses, especialmente em relação a tarifas comerciais que podem afetar a competitividade e os custos.

Por outro lado, alguns representantes destacaram que setores como mel e etanol enfrentaram questionamentos mais rigorosos, indicando que ainda há espaço para lobby e defesa junto ao governo dos Estados Unidos antes da decisão final sobre as tarifas.

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