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China aumenta tarifa sobre carne bovina, mas mercados seguem atentos

Tarifa extra poderá impactar exportações do Brasil para o país asiático

Carlos Silva25 de maio de 2026 às 05:15
China aumenta tarifa sobre carne bovina, mas mercados seguem atentos

O governo chinês anunciou uma taxa extra de 55% sobre a carne bovina importada fora da cota, elevando o custo total para 67%. Essa decisão é considerada como insustentável por muitos exportadores brasileiros e importadores chineses inicialmente, mas o envio de cortes específicos com demanda elevada não está completamente descartado.

Possibilidade de exportação de cortes específicos

Exportadores nacionais afirmam que, assim que os custos e preços se tornarem mais claros, a exportação de determinados cortes pode se tornar viável economicamente. Cortes como músculo dianteiro e traseiro, bananinha, costela e lagarto estão entre os itens que podem ser explorados.

A indústria acredita que a alta produção de carne no Brasil não será absorvida pelo mercado interno, mesmo com uma queda nos preços.

Luciano Pascon, CEO da Frigol, destacou que uma eventual queda de preços no Brasil, combinada com um aumento nos preços na China, pode abrir oportunidades para o comércio desses cortes. Entretanto, até o momento, não houve negociações formais devido ao risco da sobretaxa.

Flávio Silva, gerente de exportação da Masterboi, ressaltou a importância de observar o mercado chinês e definir quais negócios ainda podem ser rentáveis com a nova taxa. A diferença de preços entre a China e outros mercados possibilita que algumas exportações sejam viáveis.

Parcerias estratégicas para o futuro

Fabrizzio Capuci, da Naturafrig, mencionou a necessidade de parcerias estratégicas com empresas chinesas para consolidar a presença no mercado e aumentar o valor agregado dos produtos. Recentemente, a Naturafrig estabeleceu uma parceria com uma empresa que processa e embala carne, facilitando a entrada no ponto de venda.

Pedro Bordon, CEO da Estrela Alimentos, acredita que a imposição da cota exigirá que os frigoríficos se adaptem e mudem suas estratégias, voltando a um modelo de negócios mais diversificado no segundo semestre.

Apesar das incertezas com a China, o cenário global do mercado de carne registra um déficit de 1,5 milhão de toneladas neste ano, devido a limitações de oferta nos EUA e Austrália, o que pode abrir novas oportunidades para o Brasil atender outras nações importadoras.

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