Cenário varia entre diferentes estados, com demandas e ofertas instáveis.

No Sul do Brasil, observa-se uma tendência de firmeza nos preços do trigo, impulsionada por um aparente ajuste entre a oferta e a demanda. A TF Agroeconômica aponta que a recente elevação nos preços reflete uma maior disposição dos compradores em aumentar suas propostas, enquanto os vendedores mantêm suas exigências em patamares mais altos.
No Rio Grande do Sul, as transações estão se intensificando, com compradores dispostos a pagar entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior do estado, dependendo da qualidade do grão e do local de embarque previsto para maio. Já os vendedores, por sua vez, estão solicitando valores que variam de R$ 1.250 a R$ 1.350.
"A ausência de trigo argentino tem sustentado os preços, mesmo com a expectativa de chegada de trigo uruguaio em Porto Alegre.
✨ Recentemente, o preço pago ao produtor em Panambi subiu para R$ 57,00 por saca.
Em Santa Catarina, o fornecimento continua sendo sustentado, principalmente pelo trigo do Rio Grande do Sul, situando-se em torno de R$ 1.200, além dos custos de frete e ICMS. O produto local, por sua vez, gira em torno de R$ 1.300 CIF, refletindo uma menor disponibilidade.
"Os preços pagos aos produtores em Santa Catarina variam entre R$ 59,00 a R$ 67,00, com destaque para a alta em Xanxerê.
No Paraná, o cenário permanece relativamente estabilidade, embora haja um aumento nas exigências de preços. No norte do estado, as ofertas estão posicionadas entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, enquanto negócios são fechados até R$ 1.380 CIF. Nos Campos Gerais, os preços estão próximos de R$ 1.300.
Com foco na colheita de soja e milho, a menor movimentação no mercado de trigo é notável, e a previsão de queda de 6% na área plantada e 12% na produção em 2026 pode manter os preços elevados.
Internacionalmente, as cotações do trigo argentino estão ausentes no mercado, enquanto o produto paraguaio é negociado entre US$ 260 e US$ 262 na Ponta Grossa.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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