Com o menor rebanho em 75 anos, Estados Unidos buscam suprir a escassez com importações.

A carne brasileira pode conquistar um novo espaço no mercado dos Estados Unidos, que enfrenta a menor oferta e o menor rebanho em 75 anos. Essa demanda surge em um momento crítico para a pecuária nacional, embora haja resistência de pecuaristas locais que temem a concorrência com os produtos importados.
Analistas indicam que os Estados Unidos disponibilizaram 300.000 toneladas de carne, das quais entre 30% e 40% podem ser destinadas ao Brasil. Tal cenário representa uma oportunidade significativa para o país, especialmente na exportação de cortes magros, que são amplamente utilizados na produção de hambúrgueres.
✨ O Brasil pode exportar entre 90.000 e 120.000 toneladas de carne, consolidando-se como o principal beneficiado em meio à concorrência com outros países, como Paraguai e nações da América Central, que têm cotas menores.
A nova demanda dos EUA pode ajudar a compensar a redução das importações pela China, que registrou o menor volume de compras desde dezembro de 2021. Assim, o Brasil tem a chance de se beneficiar em um momento em que a China está comprando menos carne.
Com relação aos preços, os valores da carne no Brasil estão firmes e espera-se preços recordes para o boi gordo no último bimestre do ano, impulsionados pela demanda interna e externa. O ciclo pecuário está em inversão e a oferta restrita deve manter o mercado aquecido.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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