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Agronegócio
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Aumento na safra global de milho impacta preços e produção

IGC eleva projeção da colheita para 1,339 bilhão de toneladas

Carlos Silva26 de junho de 2026 às 11:45
Aumento na safra global de milho impacta preços e produção

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) aumentou sua previsão para a safra de milho do ano agrícola 2025/26, agora estimando a produção em 1,339 bilhão de toneladas. Esse novo número supera tanto a previsão anterior do IGC quanto a avaliação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Conforme os dados mais recentes do IGC, essa nova estimativa representa um crescimento de 10 milhões de toneladas em relação às 1,329 bilhão projetadas em maio, indicando uma melhora nas condições de cultivo em diversas partes do mundo. Comparando com o total de 1,242 bilhão de toneladas colhidas na safra de 2024/25, o novo ciclo se destaca como um dos mais produtivos da história do milho.

O aumento de aproximadamente 97 milhões de toneladas em relação à safra anterior deve influenciar os estoques globais e a dinâmica de preços no mercado.

Além disso, o IGC apresentou sua primeira projeção oficial para a safra de 2026/27, estimando uma colheita de 1,310 bilhão de toneladas. Este número, embora inferior ao da safra atual, é maior que a previsão do USDA para o mesmo período, que é de 1,300 bilhão de toneladas.

Contexto

As diferentes estimativas entre IGC e USDA para a safra de 2026/27 se devem a métodos e suposições várias sobre a expansão das áreas plantadas e as condições climáticas nas principais regiões produtoras, incluindo América do Sul, Europa e África Subsaariana.

Com a expectativa de uma maior oferta global, os preços do milho no Brasil estão propensos a cair, especialmente considerando o alto volume de oferta nacional. Isso representa um cenário desafiador para os produtores locais, que enfrentam margens de lucro reduzidas e dificuldades em escoar sua produção.

Por outro lado, a perspectiva de custos mais baixos pode trazer alívio para setores que consomem milho, como a indústria de carnes e o setor sucroalcooleiro. Com a redução nos custos de insumos, frigoríficos, avicultores e suinocultores têm a chance de se beneficiar economicamente, caso as previsões do IGC se concretizem.

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