Alta de 3,36% reflete a pressão dos custos e demanda agrícola.

Com o aumento de 3,36% no preço médio do frete por quilômetro rodado, que alcançou R$7,99 em março, o setor enfrenta um cenário desafiador. Isso se deve à pressão dos preços do diesel, influenciados pela alta do petróleo, além da forte demanda pelo escoamento da safra recorde de soja.
Segundo a plataforma Repom, o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR) mostrou um crescimento de 8,7% em comparação ao mesmo mês no ano anterior. A expectativa é que abril também registre um alto mensal, refletindo a dinâmica do mercado.
✨ O avanço do frete é crucial para a rentabilidade do agronegócio, afetando diretamente os preços das commodities.
Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, destacou que a alta dos preços do diesel, somada à demanda contínua por transporte, está na raiz do aumento. Além disso, a recente obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) também vem contribuindo para a elevação dos custos.
Em março, o preço do diesel S-10 subiu 13,60% em relação a fevereiro, um reflexo das tensões globais no mercado de petróleo. Esse aumento se refletiu nas bombas e está atrelado ao aumento dos custos de frete, que já vinha se sustentando desde fevereiro devido ao início da colheita.
O aumento contínuo do frete é influenciado tanto por condições globais quanto por exigências regulatórias locais que afetam os transportadores.
As perspectivas para abril indicam que os preços devem continuar em ascensão, refletindo as atuais pressões do mercado e a necessidade constante de ajustes no setor de transporte.
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