Gilson Bittencourt, vice-presidente do BB, acredita que setor permanece pujante apesar de inadimplência

Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, afirma que o setor agropecuário brasileiro não enfrenta uma "crise". Apesar da alta inadimplência registrada, ele revela que mais de 90% dos agricultores mantêm suas contas em dia e que a produção continua "pujante".
Bittencourt destaca que houve espaço para a reestruturação das contas dos produtores, influenciada pela recuperação nos preços das commodities e pelas expectativas de uma boa colheita na safra 2026/27. Além disso, os agricultores podem renegociar suas dívidas com prazos de até dez anos, para aqueles que enfrentaram perdas devido a condições climáticas ou flutuações de mercado.
✨ Segundo Bittencourt, o setor agropecuário continua estruturado e capitalizado, com as terras e patrimônios dos produtores se valorizando, apesar da queda nos preços das commodities desde a pandemia.
O Banco do Brasil espera estabilizar a inadimplência em sua carteira de agronegócios no último trimestre de 2026, com expectativa de redução a partir de 2027. Em julho, a taxa de inadimplência estava em 6,27%. Além disso, R$ 16 bilhões em dívidas estão sendo analisadas para renegociação por meio da Medida Provisória 1.376/2026.
O executivo ainda alerta que a manutenção do cenário de inadimplência é prejudicial para os produtores e impacta negativamente no acesso ao crédito. Ele recomenda que os produtores que estão inadimplentes busquem renegociar suas dívidas para não agravarem suas situações financeiras.
Bittencourt finaliza ressaltando que, apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro continua a produzir e que a renegociação deve ajudar na redução das provisões necessárias para a carteira de crédito rural no médio prazo.
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