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Agronegócio
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Brasil e África do Sul firmam acordo para fortalecer agropecuária

Cooperação envolve combate à febre aftosa e ampliação do comércio agropecuário

Gabriel Azevedo30 de abril de 2026 às 19:00
Brasil e África do Sul firmam acordo para fortalecer agropecuária

O ministro da Agricultura do Brasil, André de Paula, e seu homólogo da África do Sul, John Steenhuisen, assinaram um Memorando de Entendimento visando intensificar a cooperação no setor agropecuário entre os dois países.

Durante a reunião de colaboração, a África do Sul expressou sua intenção de estreitar laços com o Brasil na defesa agropecuária, especialmente no desenvolvimento de estratégias para combater a febre aftosa. A adesão a um plano de ação conjunto para prevenir e erradicar a doença foi um dos principais pontos discutidos.

O plano de ação proposto inclui a troca de conhecimentos técnicos sobre a febre aftosa e a influenza aviária.

André de Paula também manifestou o desejo de ampliar as relações comerciais, destacando setores como produtos de proteína animal e frutas cítricas, além de reforçar a colaboração em saúde animal definida no acordo assinado.

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Temos interesse em avançar na pauta comercial, com potencial para ampliação de fluxos em segmentos como proteínas animais e frutas cítricas. Isso fortalecerá a cooperação em saúde animal prevista no Memorando de Entendimento.

O ministro sul-africano comentou que o Brasil é fundamental para a África do Sul, não apenas como potência agrícola, mas também como parceiro comercial significante. Ele enfatizou a necessidade do aprendizado com a experiência brasileira no combate à febre aftosa, cuja propagação na região sul da África tem gerado sérias consequências econômicas.

Além disso, a África do Sul busca adotar uma abordagem regional semelhante à do Brasil. O ministro André de Paula reafirmou a disposição brasileira em colaborar na área sanitária e expressou solidariedade com a situação enfrentada pelo país africano.

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Queremos manifestar a nossa solidariedade em relação à situação da febre aftosa e reiterar o nosso interesse em estabelecer parcerias que possam contribuir para o enfrentamento dessa questão.

Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Brasil, compartilhou a experiência do Brasil na erradicação da febre aftosa, destacando a importância de acordos bilaterais no combate à doença. Ele ressaltou o recente reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal como um país livre de febre aftosa sem vacinação.

Marcel Moreira, diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, enfatizou o potencial de colaboração comercial entre os países, citando a importância do status sanitário do Brasil para facilitar acordos comerciais e o avanço nas ações contra a influenza aviária.

Os representantes das duas nações discutiram a necessidade de promover diálogos ágeis sobre medidas sanitárias e fitossanitárias, com o intuito de melhorar a resolução de questões técnicas e agilizar a troca comercial.

Uma proposta em discussão é a criação de um Corredor de Biosseguridade entre Brasil e África do Sul, baseado nos conceitos de regionalização e compartimentalização, para evitar interrupções no comércio durante surtos de doenças animais, tal como a influenza aviária.

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