O país atinge 34% do comércio global de algodão, com perspectivas otimistas para o futuro.

A expansão das exportações de algodão e a regularidade nos embarques têm fortalecido a presença da fibra brasileira no mercado internacional. De acordo com dados apresentados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) durante um evento em Istambul, o Brasil agora responde por 34% do comércio global de algodão, um crescimento significativo em comparação aos 7% registrados há menos de uma década.
Na safra 2025/26, o país exportou 3,374 milhões de toneladas da fibra, faturando US$ 5,295 bilhões, impactos que representam altas de 73% e 72%, respectivamente, em relação à safra 2019/20. Para 2026/27, a expectativa é de que o Brasil exporte cerca de 3,4 milhões de toneladas, consolidando a tendência de fornecimento consistente ao longo do ano.
✨ Durante a temporada 2025/26, a média mensal de exportação foi de 279 mil toneladas, com um pico de 452 mil toneladas em dezembro.
Ariel Coelho, vice-presidente da Anea, destacou a importância do investimento em tecnologia e o aumento da produtividade dos produtores brasileiros. "Não é apenas uma questão de volume. O resultado é que, quando as indústrias começam a utilizar a fibra brasileira, tendem a voltar nos anos seguintes comprando volumes cada vez maiores", ressaltou Coelho.
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reportou que a produção na safra de 2025/26 atingiu 4,144 milhões de toneladas de pluma, apresentando uma queda de 2,5%. Apesar de uma área plantada 8% menor, a produtividade subiu 6%, alcançando um recorde de 2.076 quilos por hectare.
Para o próximo ciclo, a Abrapa estima que a colheita variará entre 3,8 milhões e 4,4 milhões de toneladas. No entanto, os custos de insumos e possíveis irregularidades nas chuvas devido ao fenômeno do El Niño são pontos de atenção.
Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, concluiu que a combinação de disponibilidade, competitividade, qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro oferece condições para ampliar não apenas a participação do país no comércio internacional, mas também para aumentar a aceitação da fibra entre indústrias e consumidores.
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