Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Brasil mantém posição no fornecimento de soja, mas com riscos

Expertos alertam sobre desafios futuros devido a negociações entre EUA e China

Fernanda Lima03 de junho de 2026 às 15:30
Brasil mantém posição no fornecimento de soja, mas com riscos

O Brasil continua sendo um dos principais fornecedores de soja para a China, mesmo diante de potenciais aumentos nas compras da soja americana, segundo especialistas do setor. No entanto, essa liderança pode estar ameaçada por mudanças nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Em entrevista ao Soja Brasil, o economista Felippe Serigati, da FGV Agro, comentou as implicações das recentes negociações, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de que a China eleve suas importações de soja americana para 25 milhões de toneladas. Para Serigati, esta cifra, embora represente um aumento em relação ao ano anterior, não é um grande avanço comparado ao histórico das importações chinesas.

Historicamente, a China já comprou de 25 a 35 milhões de toneladas de soja dos EUA, indicando que a nova meta pode ter mais impacto político do que econômico.

"

O anúncio pode ser mais uma sinalização política de Trump do que uma mudança real nos fluxos comerciais, diz Serigati.

Serigati ainda enfatiza que o Brasil não deve presumir que sua posição de liderança no fornecimento de soja à China é garantida. "Não devemos considerar nossa posição como definitiva. Se a insegurança permanece em relação ao fornecedor norte-americano, por que a China aumentaria suas compras do Brasil?", alerta.

Contexto

As relações comerciais entre os EUA e a China têm grande impacto no agro brasileiro, que precisa ser monitorado para entender as potencialidades e os riscos inerentes à dinâmica de mercado.

Apesar dos desafios, o Brasil precisa acompanhar de perto essas negociações, uma vez que a balança comercial de soja pode sofrer impactos significativos, tanto positivos quanto negativos.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio