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Agronegócio
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Cacau continua caro, mesmo após queda de volatilidade no mercado

Preço elevado limita promoções e impacta o custo do chocolate

Gabriel Rodrigues05 de julho de 2026 às 12:15
Cacau continua caro, mesmo após queda de volatilidade no mercado

O mercado do cacau experimentou um arrefecimento em sua volatilidade, mas isso não implica uma redução imediata nos custos do chocolate. Após meses de oscilações significativas, a commodity tem se estabelecido a um preço superior a US$5,1 mil por tonelada, um nível que ainda pressiona a formação de preços no setor.

Em 1º de julho de 2026, o preço do cacau pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) foi de US$5.169,23 por tonelada, ligeiramente diminuindo para US$5.116,52 no dia seguinte. Os contratos futuros em Nova York indicaram valores de US$5.178,33 e US$5.141,67, enquanto em Londres as cotações foram de £3.883,00 e £3.811,33, respectivamente.

Essa nova realidade de preços é problemática para a indústria, que se vê diante de um custo elevado que limita a viabilidade de promoções. Produtos como barras e bombons enfrentam dificuldades em manter margens que garantam competitividade no mercado.

O cacau na Bahia estava cotado a R$305,00 por arroba, refletindo a firmeza dos preços no Brasil.

No Brasil, as cotações seguem estáveis, com o cacau a R$305,00 na Bahia, R$1.220,00 em Espírito Santo e R$19,00 por quilo no Pará. Mesmo com uma leve queda em relação ao fim de junho, a realidade ainda reflete um mercado que é sensível a flutuações internacionais, além de variáveis locais como logística e qualidade do produto.

  • 1Cotações em 3 de julho de 2026:
  • 2Bahia: R$305,00 por arroba
  • 3Espírito Santo: R$1.220,00 por saca
  • 4Pará: R$19,00 por quilo

A comparação de preços com o final de junho mostra uma redução de cerca de 4,7% na Bahia e no Espírito Santo, e de 9,5% no Pará. Contudo, a alta contínua do cacau permanece um entrave para a indústria, refletindo um cenário onde o impacto nos preços dos produtos ao consumidor tende a ser tardio.

As indústrias enfrentam uma situação complexa, já que trabalham com estoques planejados e contratos de fornecimento, além de diversas estratégias que visam acomodar os custos altos sem repassar inteiramente essa pressão ao consumidor final. Assim, enquanto o cacau não muda drasticamente de preço, a situação do chocolate nas prateleiras dos supermercados deve permanecer apertada.

Expectativas futuras

O futuro do mercado do cacau permanecerá dependente da normalização internacional e da dinâmica de oferta e demanda. É crucial que o cenário econômico favoreça uma redução nos preços para que o consumidor possa ter um alívio nos custos do chocolate.

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