Cacau atinge menor preço em uma semana; algodão e açúcar também caem em suas cotações.

O cacau na bolsa de Nova York teve uma sessão negativa, com quedas significativas nos preços. Os contratos para dezembro caíram 3,46%, fechando a US$ 5.772 a tonelada.
As cotações do cacau apresentaram perdas nas sessões recentes, atingindo o menor nível em uma semana, impulsionadas pelo aumento da oferta em regiões-chave. De acordo com dados do Conselho do Café e Cacau da Costa do Marfim, o país registrou uma produção de 2,06 milhões de toneladas de cacau entre junho de 2025 e junho de 2026, representando um crescimento de 30% em comparação com o ano anterior.
✨ Os estoques de cacau na bolsa de Nova York atingiram 3,43 milhões de sacas, o maior volume em dois anos, devido ao aumento da disponibilidade do produto.
Além do cacau, outras commodities também sentiram a pressão das quedas. O algodão viu seus preços recuarem 2,60%, com os lotes a 82,17 centavos de dólar a libra-peso. A consultoria Agro do Itaú BBA mencionou que, após um período de alta, fatores como o fraco desempenho da economia global e a queda nas compras pela China influenciaram negativamente o mercado.
O açúcar demerara para março de 2027 teve uma baixa expressiva de 3,02%, caindo para 18,32 centavos de dólar a libra-peso, enquanto o suco de laranja concentrado também registrou queda de 3,65%, para US$ 1,40 a libra.
O café, por sua vez, manteve-se em uma tendência de baixa, com os contratos do arábica para dezembro fechando em 1,79% a menos, a US$ 2,7650 a libra-peso.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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