Raça tem mostrado eficiência em reduzir custos e aumentar o bem-estar dos rebanhos.

A busca por eficiência e redução de custos na pecuária brasileira tem levado muitos produtores a incorporar uma nova classe de trabalhadores: os cães de pastoreio, com destaque para a raça Border Collie. Essa prática tem se mostrado eficaz no gerenciamento de rebanhos, especialmente de bovinos e ovinos.
De acordo com Heder Melo, presidente da Associação Brasil Border Collie (ABBC), a popularidade dessa raça aumentou consideravelmente ao longo dos anos. "Em 2016, registramos apenas 400 cães. Em 2026, devemos alcançar 10 mil animais de trabalho registrados", explica Melo.
✨ Atualmente, estima-se que haja cerca de 40 mil Border Collies trabalhando em mais de 5 milhões de fazendas no Brasil, embora a quantidade ainda seja insuficiente para atender à demanda.
Esses cães são capazes de manejar de 200 a 300 bovinos ao mesmo tempo, reduzindo a necessidade de mão de obra humana e aumentando a eficiência das operações. Um único funcionário treinado com cães pode concluir tarefas que anteriormente demandavam até três pessoas.
Produtores como Rodrigo Belebon, de Ibirubá (RS), notaram os benefícios da raça desde que começou a usar Border Collies. Ele pediu ao cão que realizasse um manejo mais eficiente e com menos estresse para os ovinos. Belebon se tornou um embaixador da raça e ministra oficinas para incentivar outros pecuaristas a adotá-la.
Outro exemplo é Lenon Roberto Kuchak Goi, de Ijuí (RS), que apresenta o Border Collie em sua propriedade de recria de gado. Ele enfatiza que o cão transformou sua maneira de trabalhar, permitindo que ele gerencie sua propriedade de maneira mais autônoma, reduzindo o estresse dos animais.
A aquisição de um Border Collie pode exigir um investimento variando de R$ 3.000 a R$ 6.000, dependendo do seu treinamento. Os benefícios financeiros e operacionais têm atraído mais pecuaristas a adotar essa tecnologia canina.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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