Paulo Sousa, CEO da Cargill Brasil, alerta sobre os riscos da falta de manutenção dos rios para o transporte de grãos.

O CEO da Cargill Brasil, Paulo Sousa, defendeu a dragagem de rios como essencial para a manutenção da navegabilidade das hidrovias brasileiras. Segundo ele, essa prática é vital para o escoamento de grãos do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte, especialmente em um cenário de seca que se agrava com o fenômeno El Niño.
Neste ano, a dragagem do rio Tapajós foi interrompida pelo governo federal, o que segundo estimações da MoveInfra, poderia levar à perda de até 5 milhões de toneladas de grãos não transportados. O baixo nível dos rios nesta época do ano torna a situação ainda mais preocupante.
✨ Paulo Sousa ressaltou que, sem a dragagem, a competitividade das hidrovias está ameaçada, gerando custos adicionais que podem chegar a R$ 850 milhões para o setor agrícola.
O executivo expressou sua preocupação de que a situação se repita, como ocorreu há dois ou três anos com a paralisação do transporte por hidrovia. Sousa destacou que, apesar de ainda haver transporte, a expectativa de um El Niño forte aumenta os desafios para a navegação nos rios Tapajós e Madeira.
Além disso, mencionou a ocupação de um terminal da Cargill por comunidades indígenas, que protestavam contra a dragagem na Bacia Amazônica, reforçando a necessidade de um diálogo mais eficiente entre as partes envolvidas.
Participando do mesmo evento, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo precisa de mais estudos para desenvolver as hidrovias, reconhecendo que a falta de organização na implementação das hidrovias no Brasil precisa ser corrigida com uma abordagem mais robusta e planejada.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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