Mercado pecuário apresenta redução na disponibilidade de animais, dificultando leilões.

A chegada do período chuvoso em Goiás, normalmente relacionada à recuperação das pastagens e ao aumento da demanda por animais de reposição, está sendo marcada este ano por uma redução na oferta de gado.
Guilherme Scatena Neto, proprietário da 3M Leilões, aponta que a escassez de animais sustenta a procura em leilões rurais, mesmo antes da consolidação das chuvas. Para ele, a falta de gado tem mais impacto nas negociações do que as condições climáticas.
✨ Os leilões que tradicionalmente reuniam 800 a mil cabeças agora operam com apenas 300 a 400 animais, refletindo a menor disponibilidade de gado no mercado.
Scatena explica que a demanda por gado é maior que a produção atualmente, enfatizando que a procura já estava elevada mesmo antes do período chuvoso.
Historicamente, o retorno das chuvas favorece a recuperação das pastagens, incentivando pecuaristas a comprar novos animais. Contudo, neste ano, a influência das chuvas nos preços pode ser limitada.
A irregularidade das chuvas é uma preocupação adicional, pois pode comprometer o desenvolvimento dos animais e o calendário de comercialização. A disponibilidade de capim afeta diretamente o ganho de peso do rebanho.
Scatena alerta que, se chuvas continuarem irregulares, pode haver a necessidade de manter os animais na fazenda por mais tempo, afetando a produção e os preços.
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