Medidas dos EUA podem afetar até 32,91% das exportações agrícolas

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertou que uma nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos pode impactar quase um terço das exportações do agronegócio brasileiro. Essa tarifa resulta de uma investigação relacionada ao trabalho forçado, intensificando os desafios enfrentados pelos produtores que operam em conformidade com as leis brasileiras.
Na nota técnica divulgada, a CNA destaca que essa nova tarifa é distinta da sobretaxa anterior de 25% e que as listas de exceções das duas investigações não coincidem. Isso significa que produtos que anteriormente estavam isentos agora se encontram sujeitos ao incremento de 12,5%. Quando um item é afetado por ambas as tarifas, o valor total sobe para 37,5%.
✨ Cerca de 32,91% das exportações ficam sujeitas à sobretaxa cumulativa de 37,5%.
Além de produtos previamente isentos, como café solúvel sem sabor e mel orgânico, a CNA aponta que 53,14% das exportações ficam isentas de ambas as tarifas, enquanto 12,34% são afetadas exclusivamente pela nova imposição.
A CNA tem acompanhado de perto a investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), apresentando contribuições técnicas e coordenando ações do setor agropecuário. A confederação argumenta que o Brasil possui um dos marcos legais mais eficazes no combate ao trabalho escravo, com um sistema robusto de fiscalização e responsabilização.
Em comunicado, a CNA destacou que as tarifas não ajudam na proteção aos trabalhadores, mas prejudicam aqueles que seguem rigorosamente a legislação, o que pode comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
A entidade reafirmou seu compromisso em monitorar as listas de exceções e defender os interesses do setor agropecuário brasileiro.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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