Entidade reivindica compensações após decisão da UE sobre exportações

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, recusou-se a aceitar a recente decisão da União Europeia que inviabiliza a importação de produtos de origem animal do Brasil. O bloqueio, que entrou em vigor nesta quinta-feira, 3 de setembro, ocorreu devido a exigências relacionadas ao controle de antimicrobianos nas cadeias produtivas nacionais.
A CNA enfatizou que essa medida anula os benefícios comerciais que o Brasil esperava com o Acordo Mercosul-União Europeia. Em resposta, Martins requisitou ao Itamaraty o acionamento do Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões, uma ferramenta destinada a restaurar o equilíbrio econômico-barreiro em situações de legislações unilaterais.
✨ A medida da UE desconsidera o rigor do sistema de defesa e inspeção sanitária brasileiro e gera prejuízos significativos.
Por meio de ofícios enviados ao Ministério das Relações Exteriores e ao senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, a CNA destacou os impactos perigosos que essa decisão pode provocar no setor agropecuário brasileiro e solicitou a adoção de diversas medidas práticas para reverter a situação.
A CNA solicita medidas como: audiência pública para discutir os impactos econômicos; reunião com representantes da UE para esclarecer a situação; e análise da viabilidade de acionar o Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões.
Martins sublinhou que a resposta rápida do Senado é crucial para assegurar a competitividade do produtor rural brasileiro e restaurar a harmonia nas relações comerciais com a União Europeia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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