Produtores enfrentam dificuldades devido a preços baixos e excesso de oferta.

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul foi concluída, revelando excelentes índices de produtividade e grãos de alta qualidade para a safra 2025/26, conforme anunciado pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (3).
Apesar do bom desempenho no campo, os produtores enfrentam desafios significativos devido aos preços que estão abaixo dos custos de produção, além das dificuldades de comercialização resultantes da abundante oferta do cereal.
A área cultivada no estado alcançou 891.908 hectares, segundo informações do Instituto Rio Grandense do Arroz. A Emater/RS-Ascar destaca que a baixa liquidez do mercado tem limitado o poder de negociação dos rizicultores.
✨ A valorização dos insumos, especialmente fertilizantes, tem piorado a relação de troca, aumentando a cautela dos agricultores em relação aos investimentos na próxima safra.
Na região de Bagé, os produtores de São Borja estão aproveitando o clima seco para preparar as áreas para o próximo ciclo produtivo. Em São Gabriel, parte das terras colhidas está sendo usada para pastejo animal, enquanto outras recebem a semeadura de azevém, estratégia que integra lavoura e pecuária.
No mercado, o preço médio da saca de 50 quilos registrou nova queda, conforme o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, com uma redução de 0,95% em relação à semana anterior, passando de R$ 58,66 para R$ 58,10.
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