O avanço na colheita de 2026 é impactado por condições climáticas adversas.

A colheita de café arábica na Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), localizada no Cerrado Mineiro, alcançou 66% até 31 de julho. Este resultado é uma leve diminuição em comparação ao mesmo período do ano passado, quando a colheita atingiu 70%.
De acordo com o boletim da cooperativa, 46% do café colhido já foi beneficiado, com uma média de 500 litros por saca de 60 quilos. No entanto, a colheita sofreu um impacto negativo devido a chuvas ocorridas entre os dias 24 e 25 de julho, que atrasaram o avanço nas lavouras.
✨ O excesso de chuvas interrompeu as operações, dificultando a colheita mecanizada e transportes.
As condições climáticas ocasionaram um aumento também na queda de frutos secos, elevando a quantidade de café no solo. Os técnicos da Expocacer relataram que o uso de máquinas foi suspenso em várias propriedades até que o solo estivesse em condições adequadas.
Além disso, a cooperativa notou um crescimento no percentual de catação, que ultrapassou 15%. A amostra contínua de grãos verdes e café de chão pode comprometer a qualidade geral dos lotes, fato que exige maior atenção nas etapas de beneficiamento.
Após a instabilidade climática, as condições no Cerrado Mineiro voltaram a se normalizar, com previsão de tempo seco até 5 de agosto. Esse cenário é otimista para a continuidade da colheita, embora os modelos meteorológicos apontem para uma diminuição gradual das temperaturas, podendo chegar a mínimas de 8°C.
A Expocacer orienta os produtores a monitorar as previsões do tempo para ajustar suas atividades no campo, já que a cooperativa representa mais de 800 café-cultores e projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica para este ano.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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