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Agronegócio
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Colheita de feijão no Rio Grande do Sul chega ao fim com produtividade mista

Dados da Emater revelam variações nas colheitas da primeira e segunda safra.

Mariana Souza24 de abril de 2026 às 14:15
Colheita de feijão no Rio Grande do Sul chega ao fim com produtividade mista

A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul está prestes a ser concluída, conforme informações divulgadas na última quinta-feira pela Emater/RS-Ascar. O cenário geral é positivo, sem maiores dificuldades operacionais.

A produtividade variou nas regiões cultivadoras, com os resultados se aproximando das previsões iniciais. No entanto, a região dos Campos de Cima da Serra, que é responsável pela maior parte da produção, já finalizou quase todos os trabalhos, restando apenas poucas áreas com cultivares mais tardias.

A média de produtividade na região é estimada em 1.200 kg por hectare, abaixo do esperado.

Os campos irrigados mostraram melhores resultados, alcançando até 2.800 kg por hectare. Em contrapartida, nas lavouras que dependem de chuva, a produtividade variou entre 900 e 1.200 kg por hectare, ressaltando a influência das condições de umidade.

Dados sobre a colheita

Área cultivada com feijão de primeira safra: 23.029 hectares. Produtividade média estadual: 1.781 kg por hectare.

Para a segunda safra, a situação é promissora, com as lavouras apresentando desenvolvimento satisfatório, principalmente devido à boa disponibilidade de água e temperaturas amenas. A Emater observa que as plantas estão em fases avançadas de maturação, com muitos grãos em enchimento.

Embora o monitoramento continue devido ao risco de doenças fúngicas causado pela alta umidade do ar, as lavouras têm mostrado baixa incidência de pragas. A projeção para a segunda safra inclui uma área de 11.690 hectares, com expectativa de produtividade média de 1.401 kg por hectare.

Regiões específicas, como Ijuí e Santa Maria, estão vendo progresso, com a maioria das lavouras se aproximando da maturação. Enquanto isso, em Soledade, a umidade elevada aumentou a pressão de doenças, como a antracnose, mas o ciclo produtivo continua saudável.

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